O PERIGO DOS MÉDIUNS IRRITADOS

kali

O Perigo dos Médiuns Irritados

A gente sabe que mediunidade não é sinônimo de santidade. Do mesmo jeito, mediunidade também não é sinônimo de sentar pra conversar com espíritos e receber mensagens. Todas as pessoas são influenciáveis pelos espíritos, mas a gente chama de médium aquelas que têm mais facilidade pra perceber isso. E ser médium não te dá uma garantia de purificação instantânea.
Você imagine o seguinte, que você é cercado por uma aura de energia invisível. Na pessoa que tem mediunidade mais intensa, essa energia é mais maleável. Ela consegue receber influências mais facilmente, se ligar mais facilmente, e provocar uma série de fenômenos mais facilmente. Isso parece maravilhoso, e pode acreditar que é mesmo bom demais pra ser verdade. O caso é que isso, que é uma habilidade, faz parte da criatura tanto quanto o corpo, e depende muito do estado dela.
Quando o médium entra num estado de irritabilidade, o bicho pega. Literalmente.
Um médium irritado, como toda pessoa já vai estar com a mente desarmonizada. Todo esse campo de energia maleável ao redor dele logo já vai “vestir” essa vibração de irritação. Como ele consegue movimentar isso inconscientemente com muita facilidade, ele consegue contaminar o ambiente, e inclusive atacar as pessoas mesmo que fique com a boca fechada – se a aura delas estiver aberta então, tá feita a coisa. Claro que se o outro estiver forte e fechado, nada acontece; mas me digam nesse mundo de hoje quem é que consegue ficar assim o tempo todo? Poucos.
Pela sensibilidade, o médium quando está irritado consegue rapidamente “ler” a pessoa e se ele estiver a fim de encher o saco, vai conseguir fazer isso de um jeito absolutamente cruel. Porque ele vai captar os pontos fracos, as coisas que mais irritam, e não vai se importar de fazer, de jogar na cara… Se não captar, algum colega ali do plano astral que esteja já meio puto com a outra pessoa, vai fazer o favor de dar aquela inspiração nada providencial. Até mesmo vai dar um empurrãozinho pra amplificar a energia e fazer ela chegar com tudo lá no alvo. Aí tem gente que acha que nunca fez “trabalho” pra ninguém, que nunca fizeram pra ela – aham, só que um pensamento passional profundamente orientado é tal qual.
“Ah, mas eu não sou perfeito, não vou conseguir passar o resto da minha vida sem me irritar!” – você deve estar pensando nisso, e eu também estou. Mas o negócio é aprender a crescer em responsabilidade diante das situações da vida. Quanto mais você desenvolver sua sensibilidade, mais terá de aprender a ser responsável. E vai aprender, se não for por bem, vai ser por levar na cara – tudo que vai, volta, e volta até pior, triplicado segundo aí algumas linhas ocultistas.
A base de tudo isso mora na neutralidade.
Eu tenho visto que tudo que as pessoas têm capacidade pra fazer, elas têm a mesma pra fazer o bem e o mal. Se sua vida está uma droga, você podia ter uma vida maravilhosa. Se você conhece alguém com uma doença inexplicável, ela poderia ter uma saúde inexplicável. Se todos falam que se sentem bem do seu lado, poderiam se sentir terríveis também perto de ti. A intensidade da energia é a mesma pros dois lados, ela é neutra, mas ela obedece ao sentido que seu estado interior dá – caminha pelo seu pensamento, emoções, desejos, crenças, etc.
Agora veja que é por isso que Deus não dá asas a cobra. Imagine você com o dom de mexer com objetos, manipular a matéria, só pela força da mente (e eu sei que você já tentou fazer isso e não deu!), pela sua vontade. Aí um belo dia você descobre que foi traído ou enganado, chega alguém e te larga um monte de desaforos na lata… Bom, aquela criatura provavelmente não permaneceria viva.
Stan Lee, o célebre quadrinista, fala “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Quanto mais você sabe, e é capaz, mais precisa estar atento a isso. Não apenas para evitar ferir o outro desnecessariamente, e fazer e dizer coisas que naquele momento vão servir pra machucar ele e massagear seu ego ferido, mas porque você mesmo vai ficar bem mais machucado depois. Vai ficar ligado naquela pessoa, pensando, sentindo aquela energia, lamentando, ressentindo, e saindo do seu eixo. E toda sua vida ao redor, quando você é médium, é diretamente ainda mais afetada pela qualidade do seu estado de energia. Some 2 mais 2, e pense. De repente é por isso que nada funciona aí.
Como eu falei no início, mediunidade não é sentar pra conversar com espíritos. Um médium pode receber inspirações de espíritos pra coisas que ele veio desenvolver, e nem se dar conta. Um artista, um grande negociante, um grande chefe de família… Todos podem ser bem ou mal influenciados por confrades do plano astral. A intuição, o feeling, os sonhos, os avisos, todos têm um pé na mediunidade. O modo como a mediunidade se manifesta é muito individual, assim como o tipo de trabalho que vai se fazer com ela. Embora muitos usem na sua religião, ou na sua prática espiritual, outros vão ser médiuns ajudando os grandes espíritos a movimentarem a economia por exemplo, ou a política, ou o que quer que seja.
Um médium irritado vai sintonizar a faixa da raiva astral. Lá vão estar os raivosos de plantão, os chatos que já desencarnaram e ainda continuam fulos, as energias das outras pessoas raivosas que não desencarnaram… E a energia de irritação do médium vai ser igual a acender uma lanterna de noite quando faltou luz. Vai ser fácil encontrá-la. Se ele for orgulhoso, se achando o dono da razão, acima do bem e do mal, aí então vai ser barbada entrar na energia dele. A energia da raiva vai quebrar tudo, pode fazer ele adoecer, pode fazer o “alvo” adoecer e perder coisas, pode danificar a vida material, afetiva, etc.
Você, médium mais lúcido (graças a Deus), precisa já ter maturidade de encarar essas situações de outra forma. Primeiro, saber que alimentar a raiva não vai ajudar a resolver nada – ninguém pensa direito de cabeça quente; segundo, que quando as coisas acontecem, elas têm um sentido, uma mensagem implícita pra você mesmo que envolva o outro (ele também tem uma mensagem pra ele ali, mas cada um fique na sua); terceiro, que você precisa ficar atento às coisas que te tiram do eixo – elas abrem portas pro astral inferior. (E pare de estimular os colegas a dar troco, e pior: de dar dica de como eles podem fazer isso, hein? Vai voltar pra você também, ah vai).
Tudo é aprendizado, e quando acontece é porque serve para isso. O Universo não está aí pra te cacetear… O que Deus mais quer, coitado, é que eu e você possamos evoluir sem precisar mais de dor, de sofrimento, que a gente se realize e seja muito feliz, desenvolvendo a nós mesmos e o mundo ao nosso redor!
Por fim, fica também a reflexão: se eu sou capaz de fazer o mal, e causar esse mal no outro (ainda mais quem AMA essa vaidade de que consegue dizer a coisa certeira pra desmontar os outros), é porque eu ainda sou ignorante. O mesmo potencial, eu tenho de fazer o bem, de falar aquela palavra que vai fazer toda diferença mas pra ajudar, pra levar cura, pra levar organização até mesmo material pra vida ao meu redor.
Então quem é muito dramático, muito magoável, muito “não levo desaforo”, hora de acalmar a franga! É certo se defender, mas será que é certo meter o pé na jaca pra arruinar a vida do outro porque você ficou com orgulho ferido? Pensemos, e oremos.
Olhe apenas pra você, e pro que você sente. Não dê bola pro outro… Se a crítica ou o ataque vier, não o alimente. Procure em você o que pode ter atraído aquilo, se aquilo mostra um pouco de você mesmo, se tem fundamento, e se não tiver, aprenda não levar pro pessoal, a se fortalecer.
E quando você se irritar, respire fundo, e pelo menos lembre desse texto pra não jogar toda aquela carga pra cima do outro. Use essa energia mobilizadora da raiva pra mudar sua vida, a raiva tem seu papel no ser humano, sua razão de ser e existir; mas seja responsável ao não colocá-la pra cima do outro, a não ficar desejando o mal… Até porque, o maior prejudicado será você mesmo. Quanto mais você acreditar em ataques, mas sua vida será uma luta. Saia disso, e tudo vai desaparecer. Acredite no bem e no bom, pra ver o Reino dos Céus prometido por Jesus acontecer em você.
Se você convive com alguém por quem nutre uma profunda raiva, pense na frase de Hugo Lapa:
“Sempre que regamos uma plantinha com água e sol, ela desabrocha. A alma humana precisa ser regada com amor e luz, e igualmente ela desabrocha.”
Todos somos filhos de Deus e temos um espírito que é perfeito. Estamos aqui aprendendo a reconhecer isso, a organizar nossa mente, nossos impulsos, ter mais lucidez consciente (luz) e menos ignorância (trevas)… Se você nutre raiva pelo outro, sendo médium, convivendo, boa coisa não acontecerá nem pra ele nem pra você. Mas se você der o melhor de si, de sua luz, persistentemente, dia a pós dia, orando e emitindo amor, ao longo das semanas essa pessoa vai mudar com você, ou o Universo simplesmente a afastará.
Ah! Antes que eu me esqueça… Falei que médiuns têm a energia, a aura, maleável, então eles absorvem muito bem. Todo médium de início de carreira pena com aquele negócio de “bah, como me carrego com os outros”. Agora imagina essa situação e uma pessoa louca da vida com você… Se você não estiver bem, ou se for como eu disse ali em cima, vai abraçar essa vibração. Por isso é preciso vigiar, pra saber quando alguma coisa vem de você ou não. Aquele mal-estar, aquela coisa que te dá de noite, aquela vontade de sumir, aquela revolta do nada, o nervosismo… Especialmente as coisas que chegam sem hora marcada, sem motivo… Bom parar pra pedir proteção e emanar amor.
Ficam as dicas.
Fonte:https://ponto0.wordpress.com/2013/02/23/o-perigo-dos-mediuns-irritados/

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