CONVERSANDO COM OS ESPÍRITOS - UM TESTEMUNHO PESSOAL

Conversando com os Espíritos

Um Testemunho Pessoal
O texto de hoje é um pouco diferente, porque resolvi contar um pouco da minha história, e da minha experiência pessoal como sensitivo. Talvez isso ajude algumas pessoas, e talvez não – de qualquer modo espero que sirva como uma história interessante a quem aqui chegar.
Quando eu era pequeno, tenho vagas recordações de ter tido alguma experiência fortíssima no campo da mediunidade ou da paranormalidade. Não fui aquele tipo de pessoa que desde cedo já via coisas, ou sentia. Mas de fato, sempre fui mais emotivo, e em alguns momentos sentia coisas que não sabia explicar.
Lembro que havia uma sala de visitas bem pouco usada no nosso apartamento, e eu tinha verdadeiro pavor daquele lugar. Também lembro de ver, em frações de segundos, crianças correndo… Ou então o som de passos. Na nossa casa da praia, sempre tive dificuldades para dormir, e não sabia explicar o motivo disso.
Já na adolescência, com meus 15 anos, comecei a ler livros espíritas. Sempre tive curiosidades sobre a espiritualidade, e sempre escutava causos ou sabia de coisas que aconteciam na minha família. Minha bisavó materna, minhas avós, minha mãe, meus tios e irmãs, tiveram suas experiências. Era um dos meus assuntos preferidos para ouvir.
Na época em que comecei a frequentar o centro espírita, não tinha qualquer tipo de impressão sobre o plano ou dimensão espiritual. Pelo menos que eu percebesse. Mais tarde, contudo, lentamente comecei a fazer desenhos de espíritos, intuir coisas… E pouco a pouco, desenvolvi a capacidade de “sentir” coisas sobre os outros.
Na época da faculdade procurei deixar essa parte da minha vida de lado, mas ao final do curso, tudo me chamava de volta. Mais e mais. Foi então nos últimos anos que passei a trabalhar com e energia, e com as sensações que tinha a respeito da energia das pessoas. Isso me contava algumas coisas, sobre as quais eu não tinha controle… Nem sempre o que eu queria saber era possível captar, mas sempre podia captar algo sobre o qual nem tinha imaginado ainda.
Mais recentemente, nos últimos meses, comecei a ter certeza de que certas imagens que passavam na minha cabeça, emoções, e até sensações físicas, nem sempre vinham de mim. Às vezes eram reflexos das pessoas, energias ou espíritos ao meu redor. E foi assim que consegui começar a realmente me comunicar com tudo isso de modo mais eficaz, e tive a grata oportunidade de algumas vezes servir como médium (meio) para entregar algumas mensagens de entes já desencarnados a pessoas queridas por eles e ainda “vivas”.
Voltando à minha infância e juventude, então, posso sim ter tido diversas impressões, sem contudo jamais ter imaginado que poderiam ser comunicações. Na minha cabeça os espíritos ou apareciam diante dos nossos olhos, falavam nos ouvidos, ou escreviam cartas. Jamais imaginei, por exemplo, que a imagem de uma camiseta de time de futebol na minha mente, um animal de estimação, ou mesmo um sintoma físico como tosse, que surgiam nas concentrações profundas, podiam viver deles.
Alguns espíritos se manifestam de modo mais claro. Já percebi que aqueles que eram médiuns, sensitivos, paranormais, em vida, tem bem mais facilidade de se comunicar do além. E também cada um traz a energia da sua personalidade… Lembro de espíritos que são divertidos e enchem a gente de alegria, outros mais sérios e técnicos, outros sofridos, outros melancólicos, outros amorosos e etc.
Em casos muito raros surgem frases na minha mente ou palavras que correspondem ao que querem dizer, ou a algum dado importante. Mas de modo geral as comunicações que recebo são como um quebra-cabeças que fazem mais sentido pras pessoas que eles querem se revelar, do que pra mim… Talvez seja um estranho modo de proteger a privacidade das suas existências.
Um dia um espírito me mostrou um disco, e o familiar confirmou na hora que ele era um apaixonado por música e eu não sabia. Noutra vez, o espírito de uma mulher falou sobre sua morte difícil… E nesse ponto, faço uma pausa pra dizer que o momento da passagem embora gere curiosidade pra nós, sempre é visto por eles como algo rápido, não tão importante, e bem menos horroroso e complicado do que imaginamos. Para alguns é tão tranquilo como dar um cochilo e no pulo de acordar, já está do outro lado da vida.
Dos espíritos guias que me acompanham, o único que sei o nome é o da irmã Maria Clara. Apenas tempos depois de ter tido contato com ela, vim a saber por minha já desencarnada tia-avó, que minha bisavó havia sido curada por intermédio dela. Esta irmã foi freira e viveu na Europa, gostava muito de estudar, e hoje trabalha com estudos sobre cura no plano espiritual.
Já tive momentos também em que recebi comunicações infelizes. Pessoas que viveram vidas duplas e não conseguiram se resolver; pessoas que se suicidaram e que estavam perdidas; pessoas que estavam fazendo mal pros parentes sem saber disso; assim como comunicações curiosas. Alguns querendo dizer um “oi”, e enviando notícias… Outros dando detalhes precisos sobre sua vida, como flores que gostavam, lugares marcantes da infância, e até mesmo modo de vestir e pentear o cabelo. Mensagens sobre outros desencarnados da família, sobre a saúde de alguém na Terra, ou encorajamento, direcionamentos.
Como disse, tudo me vem mais, do que eu tento ir. Por mais que eu deseje ajudar alguém, nem sempre consigo me conectar com o espírito. E às vezes eles também não querem dizer nada, preferem ficar calados. Não é possível “arrancar” deles os detalhes que não querem dar, nem informações. Por isso sempre é preciso o respeito – igual ou maior do que o que temos diante de alguém que está contando sua história. A curiosidade, sem um motivo nobre ou maior, é algo pouco ético às vezes.
Atualmente tenho um momento na semana que dedico a isso. Mas outra coisa que aprendi é o valor da oração e do estudo. Recomendo a todos os iniciantes nesse campo, independente de serem espíritas ou não, a leitura dos livros de Allan Kardec, especialmente “O Livro dos Espíritos” e “O Livro dos Médiuns”. Eles me ajudaram muito, e recorro a eles quando sinto necessidade.
Talvez um dos maiores desafios de ter uma sensibilidade diferente é entender como ela funciona pra você. Criar um código interno pra saber o que quer dizer cada impressão, e organizar o funcionamento dela. Aprender a se proteger energeticamente, e a compreender como se processam estas comunicações.
Outras experiências que tive, mas bem menos numerosas, dizem respeito a trabalhos diretos com energia para a saúde. Uma amiga uma vez sentia uma “bola” na região de esôfago… Algo veio por meu intermédio, aconselhou ela, e energizou a região. O problema de semanas se desfez em minutos. Mas isso não é e nunca será um mérito meu, e sim de Deus que tudo observa e permite, e aqueles que trabalham no nome dele.
Isso é algo importante. Sempre que posso servir como um canal, independente do tipo de trabalho, ou quando sinto coisas, sou muito grato a Deus. E quando posso dizer algo pras pessoas que as ajuda, me sinto muito pequeno… Porque eu me conheço bem, e olhando dentro de mim vejo como ainda sou meio torto, como tenho defeitos, e como sou tão pouco perto da grandiosidade e da bondade que existe no Universo.
Na última semana, tive uma das experiências mais marcantes. Senti a presença da irmã Maria Clara, e ela trazia uma mensagem da minha bisavó. Sempre fui ligado a esta bisavó, porque ela participou da minha criação e fez a passagem quando eu tinha 16 anos. Quando soube da mensagem, logo chorei muito, e fiquei emocionado demais. Foi algo simples, mas direto e tocante.
Todos temos um espírito protetor, um anjo, alguém que vela por nós. E também temos outras entidades, energias, que nos protegem… E com as quais nem sempre conseguimos estar conectados o tempo todo. Além disso, o trabalho espiritual jamais anula o trabalho na Terra: o fato de que precisamos aprender a lidar com as dificuldades e resolver a burocracia do mundo.
Já tive sonhos, e muito frequentemente premonições. Às vezes começo a sentir quando alguém vai partir deste mundo… Quase sempre não sei quem é, mas quando acontece a sensação passada. Normalmente são pessoas ligadas a mim ou a amigos meus. Já vi coisas que tinham acontecido no passado, e depois perguntei e as pessoas confirmaram comigo.
Mas o que posso dizer de tudo isso… Bem, os espíritos, somos nós, que simplesmente nos desligamos do corpo. Continuamos com nossos gostos, desejos, sentimentos e energia. Temos ideias, e viajamos no espaço. Vivemos em lugares, estudamos, trabalhamo em favor da humanidade… Na diferença de que no plano espiritual a presença de Deus é perceptível tanto quanto sentimos o calor do sol sobre a pele. E aqui nesse mundo tridimensional, nem sempre temos essa consciência.
Se você está começando a trilhar o caminho das comunicações ou da sensibilidade… Saiba que todo mundo tem seu próprio modo, seu próprio jeito e seu próprio caminho. Nem sempre você será um intérprete de espíritos… Às vezes sua vida te levará a usar sua sensibilidade em favor do seu trabalho profissional, ou na vida familiar, ou no que quer que seja. Mas o coração mostra: a alma mostra. Procure apenas, se certificar de que o uso que faz disso é pelo bem e pelo desenvolvimento de você, do outro, e da humanidade.
As últimas comunicações que tenho recebido sobre o planeta, me dizem que muitos acontecimentos difíceis virão sobre a humanidade ainda este ano. E sempre me recomendam orações, fé, coragem. Mas ontem, a mentora espiritual que esteve presente, dizia que devemos manter nossa alegria… Que devemos nos aproximar do que alegra o coração, do que nos dá ânimo, do trabalho que viemos fazer nessa vida.
Pois se cada um trilhar o plano que Deus tem para si, estará atuando em nome Dele, e logo estará criando o céu sobre a terra. Não devemos desistir e nem desanimar, mas persistir em encontrar o êxito.
Claro que ao longo do tempo, tudo foi ficando cada vez mais fácil pra mim. Tanto de entender, como de acessar… E isso nunca me fez melhor do que ninguém, nem pior. Sou um cara, que tem contas a pagar, trabalho por fazer, preocupações, defeitos e suas qualidades. Não sou especial, e cada mensagem que recebo me faz ter certeza que ainda tem muito chão pela frente.
Se em algum dia desses, conversando com alguém, fazendo uma oração, ou estiver pensando em nada, e um pensamento, uma sensação física, um cheiro, uma imagem, uma palavra, qualquer coisa surgir e que não estava ali… Fique atento: pode ser uma voz suave do lado de lá, dizendo oi.
– Rafael
Fonte:https://ponto0.wordpress.com/2012/02/08/conversando-com-os-espiritos/

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