O MAGO DE CAMELOT - LIVRO DE MARCELO HIPÓLITO - RESENHA

[Resenha] O Mago de Camelot, 

de Marcelo Hipólito.


Sinopse:  
De uma infância pobre e sofrida à irresistível ascensão aos salões dos grandes reis; de um começo sem esperanças ao despertar de um poder inigualável e temido, Merlin vem a se tornar o homem mais influente da Idade das Trevas. Confidente supremo do rei Artur e maior conselheiro da corte de Camelot. Misterioso e enigmático. Amado e odiado. Druida, monge e mago. Na Britânia do Século V da Era Cristã – abandonada pela queda do Império Romano à barbárie dos invasores saxões –, Merlin surge para impor um novo tipo de rei a um povo abatido e desesperado, alterando, para sempre, não apenas o destino dos britânicos, mas de toda a humanidade. A saga de um homem determinado a erigir uma civilização de paz e justiça numa terra devastada pelo caos e pela guerra irrompe em uma aventura épica e brutal que equilibra realismo duro com doses amargas de magia.


    Eu nunca pensei que fosse gostar tanto de um livro que falasse sobre essa lendária   história e de toda esta trama que sempre ouvi falar, mas não sabia sobre o que realmente se tratava! 
    O autor nos apresenta Merlin desde quando tinha seus quinze anos e estava com seu irmão na feira das ruas de Ratae para furtar os transeuntes, forçados por sua mãe - uma mulher rancorosa, frustada e infeliz - que ganhava uns trocados como prostituta; até sua ascensão como druida, monge e mago se passam vários anos. É uma jornada longa. 
    O livro se passa na Britânia no Século V d.C. (acompanha um mapa da mesma) e o que mais me chamou a atenção foi toda a ganância, as estratégias e as cartas na manga que apareceram durante seu percurso. Durante seu caminho nos é mostrado toda a violência da guerra - entre saxões e britânicos - para se tomar um povo, o conflito de interesses, os reis que assumiram o trono e de que forma as personagens que aparecem sempre acabam tendo seus destinos cruzados e interferidos nessa teia. Claro, sempre com aquela dose amarga de magia envolvida. 

"Merlin experimentou o fragor das narinas do cavalo e o tremor do solo sob seus cascos potentes. O machado de Hengist se projetou para lhe separar a cabeça dos ombros."

    Quem foi Merlin? Apesar de tudo, um homem devotado a trazer paz e justiça para os povos, além de reverenciar a existência de um rei que fosse bom e justo. Este mago difundiria vagarosamente o fim da era teocentrista entre os povos, para o cultivo da razão e da ciência, acompanhado pelo declínio da magia, da barbárie e da superstição.
    Achei o livro BÁR-BA-RO, literalmente! O Marcelo tem uma escrita super objetiva que faz com que devoremos todas as 151 páginas do livro em pouco tempo, talvez até em horas. Me encantei mais ainda por esta história, mesmo que seja apenas mais uma de suas versões, foi única. Na Parte I - Trevas do livro se foca nos passos tomados por Merlin para alcançar seu objetivo e a Parte II - Luz começa com um futuro rei no auge de seus sete anos de idade, que cresceria em meio aos mais abastados para conhecer a situação de seu povo e educado com a sabedoria desconhecida pela polução.
    Conheci e entendi tantos personagens que sempre ouvi falar que preciso citar para que sintam um gostinho da trama, sem falar de alguns termos que esclarecerei segundo o apresentado:

 Personagens:
- Uther Pendragon;
- Igraine;
- Arthur;
- Morgana;
- Mordred;
- Guinevere;
- Lancelot.

Druidas: o Druidismo é um caminho espiritual de natureza pagã, todo druida é um pagão. O termo pagão tem origem no vocábulo latino paganus, que era usado para designar alguém que nasce no pagus (o campo, a Natureza). 

Excalibur: a Lâmina do Dragão (uma espada).
Távola redonda: ampla mesa circular, desprovida de cabeceiras e emblemas de hierarquia, em torno da qual se sentavam o rei e seus cavaleiros para conversarem como irmãos.

 Locais:
Avalon, a Ilha das Maçãs: fonte do poder dos druidas e o coração da Natureza.
- Camelot: uma nova capital criada pelo Rei Arthur, com leis, tribunais e bibliotecas.
    
    Por fim, deixo  merecidíssimas e uma super indicação para quem gosta de medievalismo, que te para no tempo, tem magia, cavaleiros, sangue e te horroriza com a frieza das pessoas quando se trata do poder.


P.S. A propósito, já viram o filme Aprendiz de feiticeiro? Citam dois personagens: Merlin (por auto) e Morgana, mas é uma produção da Disney (deu pra ver que é super floreado). O Mago de Camelot não tem nada disso, não se iluda!

Por Isabela Mazza
Fonte:http://balsamodoslivros.blogspot.com.br/2014/03/resenha-o-mago-de-camelot-de-marcelo.html

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